domingo, maio 26, 2013

Identidade Visual para Veículos de Transporte por Vans II (RJ)

Borrachão na parte inferior
do Veículo
Antes de entrarmos na concepção real do projeto de I.V. das Vans para transportes de passageiros, se faz necessário apresentar alguns modelos de veículos encontrados atualmente no mercado brasileiro(alguns importados coreanos, chineses - leiam Montadoras Chinesas no Brasil) e  pode ser, que em breve apareçam mais montadoras e novos modelos, aproveitando que a indústria automobilística mundial está com carros encalhados no resto do mundo viu nos novos ricos da humanidade, a possibilidade de empurrar e nós, os trouxas, acreditamos que realmente somos os ricos da vez compramos os modelos refugados do 1º mundo com aval dos governos!...
Teto Alto
Teto Baixo,
Calha lateral direita

e emborrachado
Após apresentarmos alguns modelos entraremos no detalhamento do projeto e o porque de sua diagramação, mas como vocês podem ver as possibilidades são imensas e uma padronização, efetivamente definitiva, quase impossível. Em vista a grande variação de layouts externos optamos pela solução da média, que falaremos adiante e o porque da adoção dessa média.Vejam que aparentemente eles são similares, no entanto se atentarmos para os detalhes, calhas, gradis, emborrachados, puxadores, piso, tetos baixos, tetos altos, portas, ar condicionado, janela fixa, janela móvel,etc...veremos que a solução propostas por alguns colegas são impossíveis de realizar da maneira sugerida por eles, tudo implica em adicionar custo o que leva a crer que não foi feito nenhum estudo de anteprojeto e muito menos pesquisa. Também tem o fato que, contratualmente, os concessionários do serviço não são obrigados a comprar carros brancos e muito menos de determinada marca ou seja não existe padronização de tecnologia e quiçá do layout externo a nível nacional (nos ônibus do Rio existe uma tentativa).
Teto baixo e
calha deslizante lateral
Teto alto
com saia emborrachada
O leigo deve pensar mas qual a vantagem de padronizar as carrocerias dos modelos de veículos Várias, adoção de modelos de baixa poluição, desgaste, reposição de peças, acessibilidade, segurança,etc...não necessariamente nesta ordem. O interessante nisso tudo é que para cumprir acordos bilaterais de comércio, estão nos empurrando mais e mais carros com tecnologias atrasadas. Mas vamos focar em nossa área de atuação: padronização e visibilidade,Ok!  Pois afinal é sobre I.V. que estamos escrevendo.
Teto baixo e
sem calha na lateral direita
Teto Alto
sem saia emborrachada
Como vocês podem ver as possibilidades de veículos são muitas, mas algumas características são claras e a área nobre é a parte central da carroceria (vide ilustração), pelo simples fato de uma área comum a todos os veículos e que se encontra livre para adesivação. Designers, a observação dos veículos é fundamental, observar onde estão as dobras da lataria, as dobradiças, os batentes, os borrachões, nenhum desse locais é aconselhável colocarmos películas, pois a possibilidade dela ser arrancada com o vento quando aplicada sobre um destes locais citados é imensa; a saia não é aconselhável, porque ela fica mais vulnerável a pedras, respingo de óleo, asfalto, além da pouca visibilidade, etc...Em suma o fillet é o centro da lataria. Observando o design externo dos veículos é possível ver a dificuldade em encontrar um denominador comum entre os carros, eu sou adepto da retirada das Vans e a entrada dos micro ônibus, mas isso sou eu que não apito nada.
Frente com grelha alta,
janela reta e teto alto
Uma coisa é certa designers: TEREMOS MUITO TRABALHO para adequarmos a essa nova realidade, eu disse trabalho não significa dinheiro...rs Sabemos que o cliente não vê nada disso, mas nós temos obrigação de ver e pesquisar, até para que termos uma idéia relativa de quanto vai custar nosso trabalho.Temos que lutar pela nossa regulamentação e cobrarmos o real valor pelo nosso trabalho, mas não esqueçam: junto com os direitos tem os deveres, ok?! Claro que sabemos que o cliente não sabe nada sobre design, na cabeça dele é apenas um desenhinho feito a mão ou no computador, cabe a nós mostramos que não é bem assim, demonstrarmos que na nossa profissão que tem além de criar, temos de nos atualizar e aperfeiçoar sempre ou caímos no ostracismo e isso implica em custo, muito custo!
Porta Grande e janela dianteira
com desenho em declive
(Continuaremos)
Área Nobre
Frente com grelha baixa
e Janela reta





segunda-feira, maio 20, 2013

Identidade Visual para Veículos de Transporte por Vans(RJ)

Hoje se fala tanto em programação visual, designer gráfico, identidade visual, que impressiona quem não é do ramo, acreditam que estamos cheios de profissionais de ponta, primeiro mundo, sabem muito, etc,etc,...tsc. Ledo engano! Não serei leviano de dizer que não existem bons profissionais, claro eles que existem, mas o mercado e a ansiedade de realizar as coisas o mais rapidamente possível, afastam o designer da sua real arte: A arte de projetar! PROJETO = DESIGN, lembram? Parece que esqueceram a alma do nosso negócio, all right!? Bom chega de filosofar, vamos ao que interessa: Identidade Visual de Frota. Claro que vai aparecer um engraçadinho e vai achar que aquele envelopamento que fez para a empresa XYZ é o que se chama identidade visual de frota mas, sinceramente, aquilo não é nada de projeto, pode ser um elemento de arte mas projeto?!...
Vamos tomar como base que design é projeto e designer é o projetista, deduz se que um layout sem cotas, ancoragens e dimensionamentos é uma ilustração sobre uma tela onde a mídia é a lataria do veículo,ok!...
A primeira padronização complexa que realizei começou com transporte alternativo em meados de 2000, quando a ausência do estado como órgão fiscalizador permitiu o avanço desse tipo de transportes sem regras. Em muitas ocasiões de minha vida profissional me vi diante padronização da I.V. de frotas, onde as características da frota me permitiam elaborar um único projeto, haja visto que os veículos eram sempre os mesmos modelos, mas na área de transporte alternativo de passageiros de uma grande cidade, como a minha, o buraco é mais embaixo, o padrão é não ter padrão. Em meados do ano 2000 nos foi solicitado um layout de I.V. que englobasse esse novo tipo de transportes. Que moleza, pensamos!!!Que nada! Naquela ocasião já existiam alguns modelos de Vans e furgões de passageiros, poucos se comparados com os de hoje, mas nenhum desenho técnico deles e muito menos um arquivo no GOOGLE que pudéssemos copiar(né geração Ctrl+C/Ctrl+V!). Solicitamos, também, as fábricas que nos enviassem os modelos mas, o tempo passava e nada! Então eu e Gustavo Goulart (arquiteto), fizemos o que hoje dificilmente um colega atual faria, fomos a uma loja de automóveis, fotografamos (fotografia tradicional, nada digital!), medimos umas Vans, furgões, revelamos os filmes e através de uma regrinha de três básica tendo como base pneus e/ou janelas, fizemos os desenhos proporcionais a realidade. Uma vez ou outra conferíamos com o modelo real para tirar uma dúvida.
Ahhh...você deve estar perguntando porque da cor azul e vermelha, em dois modelos aqui do BLOG, simples, eram as cores oficiais do governo municipal na ocasião(arghhh!...).
(continuarei...)

sábado, maio 11, 2013

Padronização da frota de Transporte Alternativo na cidade do Rio de Janeiro

Projeto de I.V. - Ano 2000
O transporte realizado por VANS e Kombis já foram denominados de Cabritinhos (esse ainda é), Transporte Alternativo, TEC-Transporte Especial Complementar e agora STPL - Sistema de Transporte Público Local(no Rio de Janeiro),  já passou por várias mudanças, tanto no nome quanto no aspecto relativo a identidade visual do sistema. Tentarei colocar aqui no blog todas as propostas de layout implantadas ou não (as que participei, é claro!), as alterações realizadas até o momento, a história de cada uma delas, seu conceito, o porque da aprovação ou não, desta ou daquela modelagem.Vocês terão uma visão de como nossos administradores são um tanto quanto medrosos, nada técnicos e pouco criativos no aspecto inovação. Enquanto tratarem designer como desenhista, design como desenhinho, estaremos sujeitos a esse tipo de coisas.
Pela regulamentação já!
Convidei alguns colegas para postarem comigo trabalhos a eles afetos. Aguardem!
P.S.:Estamos falando apenas do lado externo dos veículos, porque se entrarmos na área tecnológica e acessibilidade...tsc

sábado, janeiro 19, 2013

Estudo de bigorrilhos para TÁXIS

Bigorrilhos TESTE 1
Bigorrilhos TESTE 2
Bigorrilhos TESTE 3
Bigorrilhos TESTE 4
Bigorrilhos TESTE 5
Bigorrilhos TESTE 6
Bigorrilhos TESTE 7
Bigorrilhos TESTE 8


Estamos testando uma série de luminosos para TÁXIS iluminados a LED, sugira uma idéia sua ou vote numa das nossas!...                                                                                                                                                               


terça-feira, dezembro 18, 2012

Query Code ou Quick Response Code ou Código Bidimensional


QRCode
QR- Code
Query Code ou Quick Response Code ou, apenas, Código Bidimensional existe desde 1994 e foi, primeiramente, usado para identificação de peças de automóveis. No Brasil sua primeira aparição foi em 2007 numa propaganda de uma loja de eletrônicos e depois em 2008 numa campanha de uma operadora de telefonia celular*. A Prefeitura/SMTR através de um de seus fornecedores utiliza o código em dos seus impressos mas sem muita convicção.Tento de desde 2007 implantar (com seriedade) em nossos trabalhos o elemento, mas esbarro na desinformação,dificuldade em encontrar aparelhos que venham de fábrica com o programa instalado e desconhecimento (leia: Qr-code).Ontem (19/12/2012) saiu uma matéria num telejornal sobre o uso do QR-Code, a matéria passava a idéia como se fôra uma grande novidade, o que sabemos que não é, mas serve para impulsionar, ampliar o conhecimento e aumentar a utilização desse elemento de codificação.
Os códigos de barras convencionais são capazes de armazenar um máximo de aproximadamente 20 dígitos, QR Code é capaz de lidar com várias dezenas a várias centenas de vezes mais informação. QR Code é capaz de manipular todos os tipos de dados, tais como caracteres numéricos e alfabéticos,símbolos binários e códigos de controle. Até 7089 caracteres podem ser codificados em uma etiqueta de papel, já pensou?! Dá para fazer muita coisa, você pode colocar um texto, um símbolo, um alfanumérico ou uma URL, dentre outras coisas.

Fonte: *Wikipedia

quinta-feira, dezembro 13, 2012

Boneco articulado (conditio sine qua non)

Boneco articulado
Estou abismado com o número de profissionais de "design" que não sabem desenhar, não é desenhar para ser um ilustrador e nem um artista plástico, mas para ter o mínimo necessário de habilidade para rascunhar seu projeto no papel e , que além do fato de ser prazeiroso projetar suas idéias, é parte obrigatória em nossa formação.Outro dia, conversando com um ex-estagiário, soube que hoje não é exigência e, em algumas faculdades, a prova de habilidade específica para arquitetos, designers e publicitários(Diretor de Arte) não é obrigatória e algumas nem tem aula relacionada ao desenho convencional!!...Convenhamos é um absurdo, não demora muito e teremos o mesmo problema de desqualificação na formação dos novos profissionais. A necessidade mercantilista de algumas faculdades, simplesmente atropela isso, forma um monte de rapazes e moças se intitulando designer/arquitetos/publicitários sem nem saber o verdadeiro significado das palavras e que, com certeza, irão ficar com um diploma embaixo do braço, desempregados, frustrados por terem perdido tempo e dinheiro num curso que não lhes acrescentou absolutamente nada. Acho que os cursos profissionalizantes do tipo SENAI/SENAC , deveriam ser conditio sine qua non na aprendizagem, quem sabe não posssam fazer uma parceria com os cursos de ensino médio? Evitaríamos, assim, o despejo de vários graduados sem perspectiva e com total desconhecimento da área, conheço muitos! Aproximar a graduação da realidade que o mercado exige é legal, mas não fugir da essência da profissão é imprescindível. Eu trabalho com computadores desde 19...., sei que é uma grande ferramenta mas trocar a habilidade manual do indivíduo pela máquina, não dá! Tem que conciliar...
Acredito que os futuros aprendizes, depois de passarem por uma etapa profissionalizante, com certeza irão olhar com outros olhos o boneco articulado aqui postado, então entenderão e valorizarão sua existência.

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Guiloches, fundo numismáticos (medalhão), florais, etc

Imagem meramente lustrativa


Imagem meramente lustrativa
Para você que quer algo de fácil manuseio para criar guiloches, esse programa roda no windows e tem vários plugins:  Cerberus, tem que ver se compensa comprá-los. Mas qualquer programa vetorial, criatividade e paciência faz guiloches, antigamente não existiam e se fazia do mesmo jeito. Até em AutoCad, Illustrator e Corel você consegue fazer, inclusive duplex, depende do prazo para entrega,

porque dá um pouco mais de trabalho; além do que quem dá a segurança não é o desenho do guilhoche e nem a complexidade dos florais, o que dá segurança é o processo de impressão e suas tintas especiais. Hoje existem tintas com DNA e mais segurança é impossível. Qual a finalidade do guiloche? Você vai usar em que? Gráficas comuns não fazem impressão fiduciária e de segurança.Vivemos num mundo digital, da pressa e da ansiedade, com ferramentas poderosas que reproduzem o trabalho artesanal do profissional de design, mas o conhecimento técnico é imprescindível e nenhum software substitui, além de estético digital, o saber desenhar. Designer de computador não existe, a palavra designer significa projetar e para saber projetar com qualidade tem que ter noções de desenho seja qual for sua especialidade. Hoje vejo um monte de "colegas" se intitularem designers que não sabem traçar uma linha reta e que, numa situação de aperto, se
perderem a ferramenta "microcomputador", irão morrer de fome. Os colegas tem que lembrar que o micro é uma máquina e, como toda máquina, está sujeita a panes e falta de energia, então nunca esqueçam que somos profissionais da prancheta e que essa é a nossa origem!
Abraço

Oscar Niemeyer

Não poderia deixar de prestar uma homenagem, bem humorada, a esse gênio artístico que se chamava Oscar Niemeyer. Obrigado por ter existido!

segunda-feira, dezembro 03, 2012

Operação Táxi Legal

Operação Táxi Legal
A Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro começou, a partir deste sábado, uma operação para reprimir os taxistas que não agem corretamente no exercício da profissão. Neste domingo, aproveitando o gancho do show da Madonna, foi realizada uma operação com intuito de reprimir os que agem de má fé, sem nenhum respeito ao consumidor e muito menos aos seus iguais que trabalham na legalidade. Esses motoristas de praça inescrupulosos, que desrespeitam o valor da corrida pelo taxímetro, utilizam a cobrança no tiro ou seja, eles determinam o valor que querem cobrar e quem
Marca do projeto
padece é o usuário. Uma grande medida tomada pela Prefeitura e pela Secretaria Municpla de Transportes.
Para essa operação foi criada uma I.V. composta por camisetas personalizadas, backdrop, balões, etc...A operação cujo modos operandi é muito próximo ao da Rafael Esteves e a intenção é ter desdobramentos. Acho que essa dupla tem tudo para dar certo.
operação Lei Seca, tomou-se como base da I.V. as cores amarela, numa alusão aos táxis amarelinhos, a sinalização de trânsito de advertência, que combinada com uma placa de regulamentação de táxis, criou uma identificação de fácil interpretação e que com retroiluminação criou uma visibilidade para longa distância.O projeto de I.V. foi desenvolvido em parceria com
Espero que os taxistas colaborem e comportem-se com cidadania.O rio merece e agradece!
Vamos que vamos!

domingo, dezembro 02, 2012

Imagens para Duratrans

Ter um filho muda tudo!
Ter um filho muda tudo!
 Imagens para Duratrans tem que ter muita, muita qualidade, não que outras não devam ter,  mas pela proximidade na visualização e a luz por trás com certeza  potencializarão os defeitos. Então não economize, coloque muitos pontos por polegada, medidas em pixels com exatidão, escolha fotos com alta resolução, quando você for prepará-las saiba escolher e editá-las com muito carinho, lembrem-se as imperfeições aparecerão com muita facilidade e ampliadas, não pensem que o cliente vai mandar uma foto do Sérgio Guerra  ou do Duran, o mais provável é que te entreguem uma foto tirada com uma máquina digital qualquer, realizada pela filha(o),sobrinho(a), esposa, etc...em baixa resolução, sem enquadramento, sem foco, luz, etc...(antigamente era pior vinham em papel), não se desespere dê seu jeito você é capaz! As
Ter um filho muda tudo!
imagens aqui postadas tem histórias próximas pelas dificuldades na confecção. darei seus relatos em breve.Primeiro vamos falar das imagens, elas devem ter alta resolução? Não necessariamente! As que eu usei não tinham, mas retoquei-as e aumentei a granulação em todas, para vocês terem uma idéia elas foram tiradas de materiais impressos da J&J, editadas, redimensionadas e salvas como tif.
Drogarias Descontão!
E, também, tem a história da nossa modelo improvisada que acabou fazendo um grande sucesso!
Ter um filho muda tudo!

sábado, dezembro 01, 2012

Duratrans - Uma breve descrição

Duratrans são mais frequentemente utilizados para criar os fundos que aparecem atrás de apresentadores ou âncoras de notícias, também são usados em peças de teatro como pano de fundo em que aparecem atrás dos atores, em cartazes de cinemas iluminados, propaganda em displays de lanchonetes, etc.. Duratrans são para pequenos formatos e tem um preço superior aos translites, mas com acabamento infinitamente superior e translúcido. O nome Duratrans é uma marca registrada da Kodak, sendo que algumas vezes, ele é associado como um termo genérico para impressões displays retroiluminados, mas o termo genérico correto para cartazes de cinema, propagandas e outros que são iluminadas por trás é translites. Translites são normalmente de 15 cm a mais de cem metros de comprimento e 12cm a 40 metros de altura. Na maioria dos casos, translites tem comprimento maiores que a largura, a imagem é impressa por transferência em poliéster ou plástico (em uma película transparente), também pode ser pintado sobre um material semi-transparente, tal como poliéster ou uma folha de plástico. Depois de impresso ele é esticado perpendicularmente e aplicado no piso, numa parede ou numa porta, numa janela ou uma série de janelas. Duratrans são sempre iluminados por trás com luzes montadas perpendicularmente ao chão ou em caixas de luz, devendo ser aplicado no espaço entre o conjunto dentro de um pet em acrílico e a parede de fundo, fazendo com que o fundo fique bem iluminado dando a aparência de profundidade. Translites são usados para imprimir imagens fotográficas ou imagens de computador prestados sobre o material usando impressoras de grandes formatos. Muitos translites existentes foram criados por impressão em uma câmara escura fotográfica e um ampliador mural, projetando em uma tira de filme de até 32 pés ou 9,8 m de largura. Estas peças são montadas no tamanho final por costura. Um verniz fosco é adicionado para terminar o acabamento nos impressos de poliéster ou plástico, esse verniz serve para proteger a imagem.
Ou seja o que difere Duratrans de um translite é a qualidade, a marca registrada e o processo de confecção! Existem outros processos; Duraclear = impressão fotográfica transparente; Backlight = impressão plotada em poliéster ou plástico transparente. Na minha cabeça é tudo uma questão de nomenclatura e aplicabilidade.
Fonte: wikipedia
Kodak 
Eu, particularmente, usei muito Duratrans nos meus trabalhos em redes de lojas, pelo acabamento que é de alta qualidade e pelos detalhes das fotografias mais elaboradas, o que não encontrei nos translites, acho que eles (translites) tem uma aparência de desbotado e de foto velha. Duratrans são mais caros mas a qualidade é visível, mesmo para quem é leigo! Em propaganda imagem é tudo!
Mais uma vez acho tudo isso muito engraçado, hoje é uma febre e nós começamos a usá-lo há muito tempo atrás e os clientes reclamavm do custo, usei translites e na maioria das vezes desbotavam rapidamente, hoje tem pessoas que se acham geniais por trabalharem com esse tipo de material, que chegou no Brasil no começo do século 21...tsc
 Exemplos de Duratrans empregados em trabalhos para rede de farmácias.

 

terça-feira, novembro 20, 2012

Vaidade...

Vaidade
Acho tão engraçado alguns colegas de profissão, tem gente tão, mais tão vaidosa...que com vergonha de dizer que desconhece determinado assunto, me pergunta as coisas via e-mail ou como anônimo. Tsc!...Eu nunca tive vergonha de perguntar nada, acho que assim demonstramos interesse e, dependendo do tipo de pergunta, faz com que a pessoa que está sendo consultada pesquise mais para ter uma resposta bastante objetiva, ainda mais nos dias de hoje que temos vários "gênios" na internet, com a sua genialidade Ctrl C + Ctrl V.
Tenho citado alguns trabalhos aqui, postei material sobre eles e claro que falo apenas daquilo que desenvolvi e executei, não sou sabedor de tudo ou seria um gênio, estou longe disso, muitas das empreitadas que estão aqui descritas foram realizadas em equipe.
Não sei falar de assuntos que não me são afetos (ROI - por exemplo).
Querendo consultoria identifique-se que eu repasso seu e-mail para o profissional capacitado.
Abraço! 
P.S. A propósito a imagem ao lado, copiei na internet de um BLOG, que toca nesse assunto: "Vaidade"! Copiei de propósito ela retrata bem o que quero dizer, inclusive com relação a genialidade GOOGLE + Ctrl C + Ctrl V. Tem um link na imagem e conheça o conteúdo.

Wallpaper do BLOG

Ontem me fizeram algumas perguntas sobre o wallpaper do meu BLOG:
Fundo de repetição (definitivo)
  1. Quem havia produzido?
    Eu;
  2. Porque não coloquei elementos mais modernos como representação da profissão?
    O designer usa essas ferramentas para elaborar e finaliza no computador, não vejo com bons olhos projetar direto na tela (mas sei fazê-lo) e além do mais sou desse tempo, então porque não colocar um par de esquadros, transferidor, lápis, um PC do século passado, etc, etc ?...rs;
  3. Porque da opção das cores?
    Para lembrar minhas origens na prefeitura e sua I.V. (azul), mas testei outras e como gosto da minha escola resolvi fazer uma homenagem;
  4. Como criou o efeito de ladrilho sem deformar?
    Ahhhh, usei um macete!...editei em HTML e personalizei o formato de acordo com a média dos tamanhos de monitores wide 21', deve dar uma diferença pequena aqui e ali, massss...; 
  5. Qual foi o processo?
    Bom, primeiro fiz os desenhos no Corel, mas poderia ser em qualquer programa gráfico, Illustrator, FreeHand, 3D Studio,etc...; depois formatei-os em pixels, exportei em JPEG, editei no Photoshop, testei no DreamWeaver e salvei;
  6. Inseri a imagem pelo template do site, ajustei-a;
  7. Pronto, nada de mais.

Fundo em amarelo (teste)
Cabeçalho
Não estou usando
Confecção em Corel
Acho que, para quem não domina html, xml, dhtml, asp, java ou outra linguagem para internet, o ideal é optar pelos templates existentes nos provedores dos BLOG´s, são simples e fáceis de manuseio, o do blogspot é facílimo, experimente! E todos vem com um menu Help(ajuda) ensinando personalizá-los sem muita dificuldade. Mas se você quer fazer algo mais apurado em HTML e não sabe mexer em programação, não tente sem antes ter uma cópia dos códigos. ok?! Na internet existem várias dicas sobre HTML e editores gratuitos, mas cuidado tem muita porcaria, vírus, malwares, phishings, etc...tem um monte de gente mal intencionada querendo atrapalhar a vida alheia.
Tchauu!

domingo, novembro 18, 2012

Ambientação e decoração de PDV´s

Mascote da J&J

Móbiles dos mascotes
Agora que entrei nesse assunto de loja, percebi que fiz uma descrição suscinta do que realmente é um PDV, principalmente ao que tange a ambientação e decoração. Não posso deixar de usar como referência o PDV´s da linha infantil que projetamos eu e Orlando Lomardo para as redes de farmácia naquela período (2001 a 2008). Todo fundamentos básicos de marketing foram utilizadas nesse empreendimento: o visual, auditivo, o tátil e olfativo. Mas como assim? De que maneira? Usando elementos que compunham uma imagem limpa, objetiva, atrativa para o consumidor e facilitando sua percepção dos sentidos nos produtos expostos no mobiliário sem
competição entre os mesmos. É óbvio que na arrumação das mercadorias seriam dispostas de acordo com o grau de interesses dos fabricantes em parceria com o comércio, evidenciar este ou aquele produto era sazonalmente decidido de acordo com as necessidades do mercado. O uso da televisão (hoje tão comum), foi usada como uma ferramenta de entretenimento da criançada, ampliando o tempo de escolha dos produtos
Móbiles
sem se preocupar com a impaciência da criança em permanecer num mesmo local durante um longo período. Para compor a distração infantil, foi acoplado um vídeo cassete(coisa antiga, hoje seria um pendrive!) que fornecia um passatempo para a criançada com desenhos e um pour pouri de filmes infantis que, além de distraí-los, atuava como ponto de venda dos mesmos e sem ônus para o comércio e indústria, formalizando mais uma parceria comercial. Em suma tudo muito bem pensado e problema da concorrência entre produtos. 
O posicionamento das mercadorias no móvel/gôndola foi dimensionado em graus de importância e começando de baixo para cima. Essas faixas começavam pelo uso do gaveteiro como um mini depósito de reposição de mercadorias era o único posicionamento fixo, as demais faixas de mercadorias eram variáveis em função sazonalidade do mercado ou em função dos acordos comerciais entre indústria e comércio, a pessoa do repositor era peça fundamental nessa operação. Um móvel infantil com produtos tão coloridos e de grande valor agregado não pode ser considerada, apenas, a compra por necessidade ou então corremos o risco de só vender fraldas, era tudo muito bem pensado, sinalização diferenciada e com muito suporte de material gráfico. Móbiles no teto, testeiras promocionais coloridas, duratrans com backlight, brindes, sorteios e o Floor graphics no piso compunham a ambientação dos primeiros PDV´s. Após fixação da idéia do PDV, a parafernália foi diminuindo e ficando mais clean como descreveremos adiante. Numa primeira instância era carnavalesco propositalmente, corremos um risco imensurável de tudo dar errado e inveredarmos por um caminho sem volta: o descrédito na praça. O material gráfico, de ambientação, projeto do mobiliário,etc, etc,...ou seja toda parte de design era de minha inteira responsabilidade, mas o conteúdo, o posicionamento, as promoções, as ações de meshandising, etc...eram decididas entre a indústria e os representantes do comércio ou seja, era tudo um grande contrato de risco...
Móbiles
Móbiles
Móbile Balão
Planograma de instalação dos móbiles
Acho engraçado as avaliações que as pessoas dão para material visual gráfico: é bunitim!; bem colorido né?!; bem bolado; tão feio; tá bunitinhú; gostei; não gostei; etc...simples assim! Não fazem a menor idéia do trabalho que dá para produzir um material de qualidade, lamentável!...As crianças e mascotes do "Cantinho Infantil", por exemplo, as imagens não eram fornecidas pela indústria editadas ou produzidas, na maioria das  vezes vinham em baixa resolução ou retiradas de algum material gráfico já impresso ou outro método, tínhamos que editar e compor ou recompor cada uma delas, elaborá-las, enviá-las para aprovação e tudo isso com aqueles prazos exíguos. No caso dos encartes, especificamente, o material era separado pelo Orlando Lomardo da indústria ou diretamente do comércio, então era feito um recibo de retirada sobre nossa responsabilidade, este material era enviado para o fotógrafo Luiz Alberto Medeiros que fotografava com fundo chroma key, em alta resolução e depois eu editava, variando a definição para cada material. Algumas, felizmente, já existiam num catálogo em alta na página da indústria, que facilitava um pouco, mas a maioria das vezes erámos nós que executávamos tudo.
Mas enfim, dava tudo certo! O sucesso foi total e se expandiu, como veremos adiante e hoje virou lugar comum, acho que o mercado está precisando de um novo "UP" diferencial.

segunda-feira, novembro 12, 2012

Design interativo(assistivo) para uma nova pirâmide etária

Pirâmide etária absoluta
Clique para ampliar ou ir para IBGE 
Tenho acompanhado as estatísticas sobre a mudança da pirâmide etária brasileira e percebi a necessidade que nós população e, principalmente, nós designers discutirmos nosso posicionamento em relação a essa mudança radical de valores. O que estamos pensando em matéria de design para as faixas etárias ascendentes da população? Seja no que tange a industrialização de produtos para essa faixa, seja em acessibilidade, sinalização,etc...
Se observarmos as pirâmides gráficas do IBGE relacionadas ao assunto(muito interessante), veremos nossa população está envelhecendo e rápido, acredito que não estamos preparados para esse envelhecimento precoce.
Pirâmide por sexo e idade
Clique para ampliar ou ir para IBGE
A tecnologia pode ajudar? Mas de que maneira? Interatividade? Talvez!...Temos que analisar que essas faixas também possuem, em tese, uma situação financeira mais estável, também é consumidora, determinada e muito exigente.Acho que até o material gráfico deveria ser revisto! Tenho muita dificuldade em ler o material despejado pela indústria, as sinalizações mal feitas, jornais, manuais, bulas..., seja pela tipologia empregada, seja pelo tamanho da fonte, cor, etc...E ainda não cheguei na terceira idade! Acho que essa discussão é muito maior que apenas um texto de um blog, de uma profissão ou de um indivíduo, é uma discussão de todos.
Vamos começar pelo material gráfico, que parece ser o mais rápido e fácil de explicar:
- O tamanho das fontes usadas são de fácil leitura;
Na maioria das vezes, não! A tipologia ideal deve ser bastonada e a fonte nunca menor que corpo 12( e olhe lá!!!!);
- Manuais e catálogos são compreensíveis?
Acho que só para quem o elaborou, pior ainda quando o produto é fabricado na China acho que nem eles entendem o que escreveram ali;
- As telas touchscreen são de fáceis masuseio e entendimento?;
Para quem está entrosado com o meio tecnológico é bem simples, mas para o leigo e idosos, isso somado com as pictografias empregadas...tsc;
- Os pictogramas são inteligíveis?
Nem um pouco, até para alguns jovens;
- Sinalizações nas cidades informativas tem boa visibilidade?(não é de trânsito);
Que sinalização?!;
- Os mapas são turísticos são esclarecedores?
Qua mapa? Da onde?Isso é um mapa? Está de cabeça para baixo!...; 
- Etc...;
Acredito que nós designers, arquitetos, publicitários, engenheiros, etc...deveríamos nos reunir junto com as diversas camadas, desta nova sociedade, e elaborarmos um plano conjunto visando normatizar uma série de novidades que surgirão com esse novo perfil de sociedade.


ESTÃO ME COBRANDO A CONTINUAÇÃO DOS COMENTÁRIOS SOBRE  MATERIAL GRÁFICO PARA A NOVA PIRÂMIDE ETÁRIA, SÓ QUERO DEIXAR CLARO QUE ESTOU PESQUISANDO E O QUE VOU ESCREVER, REFLETE APENAS,A MINHA OPINIÃO PESSOAL, NÃO É UM POSICIONAMENTO DE ÓRGÃOS OU ASSOCIAÇÕES NORMATIVAS.
OBRIGADO!